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The Secret Annex: atrás de uma estante, a história de 8 vidas

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Uma história que correu o mundo. Quem nunca ouviu falar da menina judia que teve o seu diário descoberto pelo pai e divulgado pelo mundo todo? Foi na busca por conhecer um pouco mais sobre a história desta menina que surgiu o interesse em visitar a casa que foi refúgio da família Frank.

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Anne Frank foi uma menina judia que nasceu na Alemanha e que, por conta da Segunda Guerra Mundial, foi morar na Holanda, mais especificamente em Amsterdam. Foi nesta cidade que Anne e sua família ficaram escondidos em um anexo da companhia onde o seu pai trabalhava. A menina ficou muito conhecida pois durante os dois anos em que viveu naquele espaço, escreveu em seu diário o dia a dia de sua família e dos amigos que compartilhavam da mesma situação: todos ali eram judeus e tentavam se esconder dos alemães durante o holocausto.

Ao contrário do que a grande maioria das pessoas pensa e do nome que a organização dá para o museu, o lugar que é aberto ao público para a visitação não é a real casa de Anne Frank, mas o esconderijo. É preciso saber de algumas dicas antes de planejar a sua visita até a Anne Frank Huis.

Onde é?

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A casa fica localizada na Rua Prinsengracht, 263, ao lado da Igreja Westerkerk. Em uma das ruas laterais desta igreja você encontra uma estátua da Anne Frank. Embora não pareça, esta igreja tem grande significação na história da família Frank. Era através das badaladas dos sinos da torre da igreja que toda a família se localizava no tempo e sabia o que estava acontecendo na cidade. Quando estiver na fila, experimente fechar os olhos enquanto as badaladas soam para tentar absorver um pouquinho mais da história de Anne Frank.

Quanto custa?

Se não quiser enfrentar a fila, pode solicitar a compra do seu ingresso pela internet no site oficial do museu. É preciso fazer a pesquisa com bastaaaaaaaaante antecedência, pois os ingressos online têm dia e hora marcada. Fora que costumam terminar muito rápido! Quem comprou o ingresso pela internet não precisa pegar fila, pode passar direto na bilheteria na hora agendada do bilhete. O horário de visita para estas pessoas é das 9h às 15h30.

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Para aquelas pessoas que não conseguiram ou não quiseram comprar pela internet, não tem mistério: basta entrar na fila a partir das 15h30 e esperar. O museu fecha às 21h, mas a fila encerra 2h antes. Vale lembrar que, como são muitas as pessoas que não compram pela internet, a fila é geralmente grande, mas costuma ser rápida. Se for um dia de muito frio, prepare-se fisicamente! Vá com roupas confortáveis e quentinhas. Se tiver cobertorzinho, se agarre nele! Não, não é brincadeira, passamos por essa situação. Nos dias frios em Amsterdam, onde o tempo é totalmente cinza e a névoa constante, você fica congelado e esperar congelado na fila não vale nada a pena.

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AduItos pagam 9€, crianças (10-17) pagam meia (4,5€) e crianças (0-9) não pagam. Para visitantes com cartão Museumkaart, a entrada é gratuita.

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Um dos grandes diferenciais deste museu é que ele tem um guia em português, além dos outros idiomas como italiano, espanhol, francês, entre outras…

Horário de Funcionamento

Para ter certeza sobre os dias e horários de funcionamento, você pode dar uma olhada também no site oficial.

Como foi a visita?

Chegamos ao esconderijo. O dia parecia remontar épocas estranhas, frias e de tensão: era um dia meteorologicamente típico em Amsterdam. Mas não era um dia típico para nós. Estávamos todas empacotadas e crentes de que frio nenhum nos atingiria, afinal de contas com tanto pano nos envolvendo não era realmente possível. Não, nós não sabíamos ainda o que encontraríamos. Em um mix de ansiedade por conhecer o esconderijo da Anne Frank, com o frio desconcertante, aquele silêncio dos turistas que querem ser civilizados e as badaladas dos sinos realmente traziam uma atmosfera distinta.

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Apesar de sentir que estávamos na fila para beijar alguma estátua, tocar em algum muro ou fazer reverências à algum santo e essa sensação não ser nem um pouco boa, nós permanecemos, afinal de conta ambas queríamos MUITO conhecer o lugar. Nossas expectativas eram bem baixas e continuávamos a achar que não gostaríamos do que veríamos, que não seria isso tudo. A medida que a fila andava, o frio aumentava, o tempo passava, as badaladas ganhavam outro tom e a curiosidade parecia só aumentar. Quando entramos, para além do clima físico estar mais quente, não dava para explicar a sensação. Subir as escadas apertadas, se esquivar e passar por dentro da estante de livros, estar no ambiente onde pessoas realmente se esconderam em um momento caótico da história mundial não tem explicação. Você fica sem palavras, você repensa ações e principalmente se questiona: e se fosse hoje, será que teríamos alguém próximo para nos abrigar ou será que seria muito mais fácil que nos expusessem e tudo estaria perdido?

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Para além dos inúmeros momentos que emocionam e trazem arrepios à tona, os cômodos não são mobiliados por opção de Otto Frank, mas isso não muda nada na sensação causada. Na nossa impressão de quem imaginava algo e viu depois, pensamos que seriam cômodos menores, um esconderijo mais apertado e esquisito, mas não. Anne tinha um quarto só para ela, o ambiente era enorme, mas imagino que aqueles ambientes grandes deviam se encher de incertezas e pensamentos pesados. A visita é toda com trechos do Diário e o uso das palavras sábias da menina dão um tapa com luva de pelica em quem precisar. Ou seja, não há a necessidade de você ter lido o livro para visitar o museu. Muito pelo contrário, é bem provável que você sinta vontade de ler o livro após a sua visita ao museu.

Por fim e para não delongar o que já se alongou, apenas vá. Enfrente filas, frio, fome, badaladas sinistras. Perca horas, tenha vontade de ir ao banheiro, mas se permita vivenciar. Se já foi, conta a sua experiência aqui, vamos adorar saber 🙂

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