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10 informações úteis para o seu Mestrado em Portugal

10 dicas mestrado

Estudar fora do Brasil é o sonho de muita gente. E só Deus sabe como está cada vez mais difícil fazer isso com a ajuda do governo brasileiro. Com certeza na hora de fazer um mestrado, doutorado ou pós-doc, Portugal é um dos países mais procurados pelos brasileiros por causa do idioma e das condições de acordos deste país com o nosso. Bom, se você quer fazer um Mestrado em Portugal, dá uma lida aqui! Nós listamos 10 passos para te ajudar na escolha do seu curso e a entender como funciona o processo seletivo.

Este post tem um caráter mais geral, abrange mais universidades portuguesas e é um ponto de partida para aqueles sonhadores que desejam estudar em Portugal, mas ainda não sabem o caminho que vão percorrer. Se é árduo ou fácil? Olha, vou te responder: é extremamente possível, desde que se cumpra com o que é requisitado. Se tiver força de vontade, metade do caminho tá percorrido. Vamos então passar aos 10 passos rumo à felicidade de estudar no exterior?

1. Entendendo nomenclaturas

 

Depois do processo de Bolonha (se quiser ler mais sobre clique aqui), ação realizada  para “padronizar” o ensino na Europa em relação a estrutura de seriação, a divisão de ensino ficou assim:

  • O 1º Ciclo se refere aos cursos de graduação
  • O 2º Ciclo se refere aos Mestrados – que podem ser integrados (o aluno faz 3 anos de graduação e depois 2 de mestrado) ou normais (2 anos)
  • O 3º Ciclo se refere aos Doutoramentos (Doutorados)

Se você vem fazer mestrado, então deve procurar especificamente pelo 2º Ciclo. Normalmente, os sites das Universidades deixam destacado na área de Cursos ou Ensino os 3 ciclos. Olhem o exemplo do site da Universidade do Porto e do site da Universidade da Beira do Interior:

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Ah! Uma outra coisa que vale a pena mencionar é que aqui alguns dos cursos podem ser Diurnos, Matinais ou Pós-Laborais. O regime pós-laboral seria aquele de noite para conciliar o trabalho (laboro) com o estudo. Ok que para uns isso vai ser idiota, mas para outros pode não ser.

2. Onde está Wally o meu curso?

Agora é a hora de você fazer a busca pelos cursos de mestrado nas Universidades portuguesas. Você pode escolher fazer um curso em uma Universidade particular ou pública. A diferença aqui é que a particular vai ter um custo mais alto que a pública. Mas que fique claro que as duas têm custos. Então, nós fizemos uma listinha de todas as Universidades Públicas Portuguesas e você pode começar a fazer sua pesquisa por essa lista. Cada Universidade tem uma Faculdade e essas Faculdades são responsáveis por agrupar os cursos separados por áreas. Entra no site da Faculdade escolhida e dá uma olhada na ementa e unidades curriculares de cada curso, busca pelos nomes e currículos dos professores. Olha os trabalhos que já foram publicados e assim, tudo vai se desenhando da melhor forma possível. Deixamos aqui, como exemplo, as escolas/institutos (Faculdades) na parte inferior da página da Universidade do Minho:

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3. E agora? O que eu preciso fazer?

Essa é a questão de ouro! Depois de escolher a sua Universidade e o seu curso de mestrado está na hora de ver o que o edital exige. Quais os documentos, quais as datas, quais as etapas. É interessante que você saiba que, normalmente, os processos de seleção tem duas fases:

  • A primeira é referente ao que, no Brasil, chamamos de primeira chamada.
  • Caso o número de vagas não tenha sido preenchido em um total (o que é bem comum), a segunda fase acontece.

Fica como exemplo a chamada de editais da Universidade do Porto, neste caso e respectivamente, para Candidaturas Estrangeiras para a graduação da Faculdade de Belas Artes e para mestrado da Faculdade de Letras:

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4. Nunca vi, nem comi, eu só ouço falar

As Universidades Portuguesas são conhecidas por permitirem que você desenvolva o seu projeto ao longo do curso. Normalmente o primeiro ano é mais teórico-prático e o segundo fica reservado para o desenvolvimento de um projeto/tese/estágio supervisionado não-remunerado. Nem todas as Universidades exigem o estabelecimento de projetos prévios, mas a grande maioria exige uma carta de intenções, um currículo e/ou planejamento de estudos. Além de cada Universidade funcionar de uma forma específica, cada Faculdade dentro da Universidade normalmente adota políticas próprias para se relacionar com essas questões. Essa é a hora de verificar direitinho o que a sua Faculdade exige.

5. Mande e-mails

Eu estudei em universidade pública no Brasil e sabemos que o serviço público é um assunto deveras complicado. Para conseguir a confirmação de informações normalmente era necessário perder muito tempo, ter muita dor de cabeça, às vezes retornar mais de uma vez em um local e enfim: tragédia. Felizmente, em Portugal, a maioria (como tudo na vida, não é 100% das vezes) dos serviços públicos prestados tendem a responder questões e solucionar problemas com relativa rapidez, seja pelo telefone ou por e-mail.

Sugiro que você procure, dentro da sua Universidade e respectiva Faculdade do curso de interesse, o gabinete de pós-graduação ou todos os gabinetes que estiverem relacionados com as questões que deseja fazer – caso seja para alguma informação sobre bolsa, os SAS (Servição de Ação Social); se para informações de mobilidade sobre ser estudante internacional, o gabinete de assuntos internacionais ou algum setor de nome semelhante. Já adianto: normalmente, os demais setores da faculdade pedem que as informações sejam direcionadas para o gabinete de pós-graduação de interesse, então na hora de mandar o e-mail, mesmo que mande para outros lugares, esse e-mail do gabinete deve estar dentre eles.

6. Momento TCC Tenha Calma Colega

Você precisa saber que aqui em Portugal, não é uma prática comum fazer um trabalho escrito de conclusão de Mestrado, como temos no Brasil. Aqui eles chamam a Dissertação de Mestrado por Tese e, como mencionamos, você pode ou não escrever uma tese. Se for o caso de você escolher não escrever a sua Tese, há a possibilidade, por lei, de você realizar estágio supervisionado não-remunerado e apresentar um relatório complementar.

Dependendo do curso ou da atividade a ser desempenhada durante o estágio, varia também a necessidade de apresentar um produto junto com um relatório. No caso de optar pelo estágio, como fica a situação do meu visto? Olha, você não terá nenhum problema com isso por duas questões: o estágio é não-remunerado e a Universidade está ciente da sua situação (inclusive ela provavelmente terá que emitir uma espécie de declaração de que você não tem conflitos de horários da instituição com o período do trabalho).

7.  Documentos para que te quero

Agora, após escolher a Universidade, Faculdade, solucionar as suas dúvidas e saber o prazo de inscrição (normalmente essa data é divulgada com meses de antecedência, principalmente por eles saberem que vão aceitar alunos de outras nacionalidades), partiu solicitar as documentações necessárias e resolver os pepinos burocráticos que tanto amamos. Recolher diplomas e históricos, pedir cartas de recomendações de antigos professores para fazer aquela propaganda, currículo, hospedar o portfolio em um site interessante (para o caso de cursos em que exibir o portfólio seja necessário), tirar o passaporte, fazer apostilamentos mil, entre outros.

Nesta fase, entrar em contato com o setor consular responsável da sua cidade e anotar os documentos necessários para a solicitação do visto é importante. Para te ajudar, aqui você pode encontrar a listagem de consulados com os respectivos contatos em todo o Brasil. Para saber a listagem que nos foi dada da documentação para mestrado, clique aqui. Saiba que os vistos são emitidos com um prazo máximo de 120 dias, para que dê tempo de você se organizar e agendar para tirar o seu visto de residência temporária no SEF. Mas isso é o papo desta outra postagem e não cabe a este post introdutório…

8. Ah, então eu vou estudar, trabalho e tenho como me sustentar… opa, pera lá!

Infelizmente o seu visto de mestrado não vem com a liberação da lei para trabalhar, migo(a)! Porém, essa é uma situação que precisa ser analisada separadamente, dependendo de cada caso. O que nós queremos deixar bem claro é: quem vem fazer mestrado, não está habilitado automaticamente para trabalhar com o tipo de residência que é concedida pelo SEF. Porém, se você receber uma proposta de trabalho após 6 meses de residência e tiver realmente toda a documentação que o SEF exige, você pode fazer a requisição de uma autorização para trabalho. Existem dois tipos de trabalho aqui em Portugal: os part-time, que são conhecidos pelo trabalho de meio-período (como um estágio no Brasil), e os full-time, de duração de um expediente. Normalmente e pelo o que pude perceber, para você ficar dentro da lei e requerer a sua autorização de trabalho com o SEF, é necessário que a Universidade emita uma declaração falando sobre os horários de trabalho e aula não coincidirem. Ou seja, não é possível fazer o trabalho full-time com essa modalidade de visto. Se você deseja trabalhar full-time e ainda assim estudar, aí será uma outra questão burocrática de mudança de visto (do de estudo para o de trabalho) enquanto você já estiver aqui, junto com o SEF. A princípio: veio com o visto de estudo para mestrado (NOME DO VISTO), não é permitido o trabalho.

Você vai ouvir muita gente dizendo que “Dá sim para trabalhar!”, “Não precisa ter registro nem nada, faz informal!” ou ainda “Isso tudo é bobagem, dá sim para trabalhar!”. Nós realmente não aconselhamos a você alimentar expectativas em relação ao trabalho sem um tipo de visto que te permita isso. Freelas são sempre permitidos, claro. Inclusive indicamos alguns sites na nossa aba de links úteis. Os Freelas são uma espécie de trabalhos quebra-galho, em que você usa o seu conhecimento na sua área para solucionar demandas das pessoas, como se fosse um contrato particular e não com registro em uma empresa. Agora, trabalhar com registro e tudo, só mediante solicitação de autorização de trabalho.

Para divulgar essa informação com maior responsabilidade,  entramos em contato com o SEF e fomos informadas:

Exma. Sr.ª:

De acordo com o estabelecido pelo artigo 97º da Lei n.º23/2007 de 4 de julho com as alterações introduzidas pela Lei n.º29/2012 de 9 de agosto, fora do período consagrado ao programa de estudos e sob reserva das regras e condições aplicáveis à atividade pertinente, os estudantes podem exercer uma atividade profissional subordinada, mediante autorização prévia concedida pelo SEF. Para solicitar tal autorização deverão deslocar-se ao SEF, fazendo-se acompanhar dos seguintes documentos:

  1. Contrato de trabalho ou promessa de contrato de trabalho celebrados nos termos da lei;
  2. Duas fotografias iguais tipo passe, a cores e fundo liso, atualizadas e com boas condições de identificação, se necessário.

No caso do titular de Autorização de residência para estudo pretender exercer uma atividade de investigação, atividade docente em estabelecimento de ensino superior ou altamente qualificada deve apresentar ao SEF pedido de autorização para o efeito, acompanhado dos seguintes documentos:

  1. Contrato de trabalho celebrado nos termos da lei, contrato de prestação de serviços ou bolsa de investigação científica;
  2. Duas fotografias iguais tipo passe, a cores e fundo liso, atualizadas e com boas condições de identificação, se necessário.

Este tipo de pedidos são instruídos com informação necessária para verificação da inscrição na administração fiscal e na segurança social, quando exigida por lei.

– Para verificação da inscrição na Administração Fiscal, quando aplicável, o SEF poderá efetuar consulta interna à base de dados da referida entidade, conforme previsto no nº 9 do Artº 212º da Lei n.º23/2007 de 4 de julho com as alterações introduzidas pela Lei n.º29/2012 de 9 de agosto;

– Para verificação da inscrição na Segurança Social, o SEF efetua consulta interna à base de dados dessa entidade, conforme previsto no nº 9 do Artº 212º da Lei n.º23/2007 de 4 de julho com as alterações introduzidas pela Lei n.º29/2012 de 9 de agosto.

NOTA:

– No caso de deferimento dos pedidos é emitido título de residência substitutivo, com a mesma natureza e validade que o inicial, no qual será feita menção de autorização de trabalho.

Formulação do pedido:

As marcações via telefone podem ser feitas, todos os dias úteis, das 09:00 às 17:30 horas. Através dos números 808 202 653 (rede fixa) ou 808 962 690 (rede móvel).

Consulte a  Lista de Locais  onde é necessária marcação prévia.

Com os melhores cumprimentos,

Serviço de Estrangeiros e Fronteiras

Viu aí? Resumindo: há a possibilidade de trabalho, desde que você cumpra as exigências acima mencionadas!

9. Ajuda, Luciano!

Estou indo, mas ainda não sei onde vou morar, então é interessante saber quais tipos de “benefícios” um aluno da minha Universidade tem, né? Normalmente as Universidades contam com um Serviço de Ação Social (SAS) que já mencionamos nesse post. Os SAS lidam com questões como alojamento, bolsas, alimentação das cantinas e saúde.

Não podemos falar muito sobre as demais universidades, mas na Universidade do Porto, normalmente, é possível ter agendamento de consultas com ginecologista, dentista, psicólogo, nutricionista, tudo por um preço bem reduzido. As ementas (menus) das refeições do dia são publicadas no site e sempre, em qualquer caso de dúvida sobre qualquer assunto referentes a estas temáticas citadas, sigam o passo 5 que demos aqui: mande e-mails.

10. Oba! Desconto de 50% em tudo de estudante #SóQueNão

Esqueça essa mordomia brasileira dos 50% de desconto só por ser estudante. Aqui você tem esses outros tipos de benefícios por fazer parte de uma comunidade acadêmica, mas existem outros tipos de serviço que oferecem 2 bilhetes por 1 no cinema, como a operadora NOS, a WTF (que pertence à NOS) e o cartão Boost do Activo Bank. Lembrando que muitos dos benefícios aqui em Portugal só vão até os 25. Informe-se das condições das empresas.

Prontinho, agora é hora de arrumar as malas! Fazer aquela limpa no armário e na vida – ganhar um dinheirinho ou fazer causas sociais nesse processo – e se preparar para a etapa mais importante de todas: a mudança! #PartiuPortugal

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