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Especial meu filho vai pra escola pt. 01: pré-escolar

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Depois de saber como funciona o Sistema de Ensino em Portugal, é muito importante saber qual o processo que deve ser feito para a escolha da Escola para o seu filho. Muitas dúvidas surgem e, quando se trata de um outro país, a burocracia também muda. Mas será que muda muito? É o que vamos entender neste especial de série de posts. Para explicar direitinho, essa série abrangerá 3 diferentes casos: um relato Pré-escolar, um relato Ensino Básico para um Autista e o relato Ensino Básico. Este post é especial sobre o relato da fase Pré-escolar.

É importante que os papais que venham para cá estejam preparados para a batalha da reunião da documentação. Ô etapa que arranca os cabelos de qualquer pessoa: junta histórico aqui, apostila acolá … XENTI, para! HAHAHHAHA Vamos com calma. Para estas questões e para outras tantas que você precisa saber, convidamos estes leitores/amigos para relatarem suas experiências.

Vamos destacar aqui que todos os relatos, nomes e fotografias foram devidamente autorizados pelos entrevistados 😉

pre escolarPré-escolar: escola para os pequenos

O casal Renata Mendes e Bruno Souto tem uma princesinha com idade para o Pré-escolar, a Valentina. Renata, que é Assessora de Comunicação e Jornalista no Laboratório de Mídias Educacionais da UFC, no Brasil, foi fazer um intercâmbio de 6 meses na cidade do Porto e junto foram seu marido e filha. Assim que chegaram, sentiram a necessidade de pesquisar algumas escolas para a pequena Valentina. Fizemos algumas perguntas para eles:

Como foi o processo de escolha da creche/escola?

Antes de indicarem a Creche que escolhemos, cogitamos uma privada que ficava na nossa rua, que custava 50€ o dia para os 5 dias da semana. Sairia, portanto, 250€, mas por tempo integral também. Cheguei a me inscrever na lista de espera de duas creches públicas, mas não surgiu vaga no tempo que passamos lá (6 meses). Quando começamos a procura, o semestre já havia iniciado e também tem isso. O visto de residente talvez garanta a vaga da criança na escola. Não sei. Procuramos também informações na Escola da Ponte, em Santo Tirso, referência no mundo. Lá é gratuito, para crianças a partir dos 3 anos de idade, até a 9ª série do Ensino Fundamental (na nossa nomenclatura brasileira) e também não faziam restrições para brasileiros. No entanto, também teria que entrar em uma lista, se já tivesse 3 anos, claro – elas estava com 1 ano e seis meses quando chegamos ao Porto. Acabamos matriculando a Valentina em uma creche pública, creche/escola Criança e Vida.

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Como era o lugar? Os 6 meses de estadia em Portugal foram empecilho para conseguir a vaga?

Era um lugar muito bom, acolhedor. Não era totalmente público. Não sei explicar como era esse sistema misto, mas custeávamos com um valor correspondente ao nossos rendimentos. A Valentina pagava 80€ por mês, por período integral, alimentação e material escolar inclusos, apenas comprávamos fraldas, pomadas e toalhinhas para o uso dela pessoal e individual. Ela podia entrar às 7h da manhã e sair às 19h, no entanto ela ficava das 10h às 18h. Para essa escola, os 6 meses foram um ponto a favor, pois as vagas já estavam preenchidas. Pois eles contam com as crianças que vão nascer naquele ano e já estão na lista de espera, contam com as crianças que ainda vão andar durante o ano letivo, as que vão completar 1 ano etc. Tem toda uma estatística. No caso da Valentina, teoricamente, a turma dela tinham 12 alunos, que era a capacidade máxima da turma de 1 ano. Mas, na prática, havia apenas 6 crianças, em outubro, quando matriculamos, pois alguns ainda não andavam e continuavam no berçário, outros só iriam completar 1 ano no segundo semestre (e a Valentina não estaria mais lá). Então, posso dizer que nosso caso foi especial. Tivemos sorte de encontrar boas pessoas, dispostas a nos escutar e que tiveram empatia pelo caso.

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Muitas pessoas tem medo do preconceito, vocês sentiram alguma reação a respeito?

Não percebemos preconceito nenhum. Pelo contrário, as professoras e auxiliares sempre nos abordavam com simpatia e curiosidade, sempre perguntavam sobre os costumes do Brasil em comparação com os deles. Tinham outras crianças brasileiras ou filhos de brasileiros na creche, então já sabiam muita coisa sobre nós. Nas festinhas eram sempre atenciosos para que provássemos das comidas típicas. Sem nenhum problema. Nos sentimos muito acolhidos, em especial a Valentina. Um dos coleguinhas da sala dela fez aniversário e a Valentina foi a única convidada da escola, pois eles realmente ficaram muito próximos.

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Sentiram diferença entre o pré-escolar do Brasil e o de Portugal?

Sobre as diferenças, é difícil ressaltar porque essa foi a primeira experiência da Valentina na escola. Ela nunca tinha ido aqui no Brasil e ainda não foi depois que voltamos. Mas no começo do semestre a professora dela, que também era a coordenadora da escola, nos apresentou em reunião com os pais o projeto pedagógico para o ano letivo. A escola desenvolve um projeto de educação infantil por ano e, em 2017/2018, estão tratando da sustentabilidade e reciclagem, tema que já observei ser trabalhado por aqui, no Brasil.

Muito obrigada Renata, Bruno e Valentina! O relato de vocês é muito importante para ajudar aos pais e mães que atravessaram o oceano com seus pequenos.  E você, curtiu? Se sim, fique atento para o próximo post que será sobre o Ensino Básico na visão de uma mãe de um menino com autismo. Super interessante né?

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