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5 dicas sobre consumo consciente

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Vocês, nossos leitores e super amigos, já sabem que a nossa filosofia de vida é o velho e bom menos é mais. Para além disso e como “toda a gente”, temos algumas prioridades. Se você é como nós e acredita que é possível sim consumir produtos de qualidade sem ter que necessariamente gastar o dinheiro que você não tem para ainda alimentar uma indústria meio obscura, senta aqui e bora falar de consumo consciente. Na sociedade que vivemos hoje, sentimos (cada vez mais) necessidade de buscar um conforto em consumir. O capitalismo e o marketing não nos deixam mentir. Necessidades são geradas a todo o momento. É engraçado pensar também na ambiguidade do tema, pois o conforto pode ser adquirido ao despender toda a sua energia e dinheiro para consumir ou então o oposto – em não consumir tanto. Não vamos entrar aqui no mérito de quem está certo ou errado. Para além de esse não ser o nosso feitio, certo e errado não existem por serem extremamente variáveis – mas vamos conversar um pouquinho sobre o que vivenciamos e experienciamos sobre o consumo consciente.

O que é consumo consciente?

Segundo o Ministério do Meio Ambiente do Brasil, “a humanidade já consome 30% mais recursos naturais do que a capacidade de renovação da Terra … A melhor maneira de mudar isso é a partir das escolhas de consumo.”. Mas por que começamos assim, com essa frase de impacto? Porque acreditamos nisso e sabemos que todo o tipo de consumo causa um impacto positivo e negativo na economia, como ainda sugere o texto do ministério.

“Ai, que chato, tédio esse papo ZzZzZ“. Ahhh, pó parando aê, vai tomar um café e acordar 😛 A gente brinca mas também fala “sério”, quando temos consciência desses impactos.  Fazemos escolhas em todos os momentos e elas podem colaborar e muito com o nosso estilo de vida e com o lugar em que vivemos.

Mas o que eu faço para ser assim?

“Sim Sala Bim”, você acabou de ser transformado em alguém que a partir de agora vai pensar bem no que consome! Ô, quem dera fosse assim. Se fosse, seria fácil, extremamente fácil, pra você e eu e todo mundo “ser consciente junto”. Mas calma que nem tudo está perdido. Se você já tem essa coceirinha de pensar antes de comprar, avaliar os prós e os contras, tentar consumir de produtores locais, busca saber se o produto é de qualidade ou não: você já está no caminho certo! E se ainda não chegou aí, começa por algum desses pontos.

A gente precisa estar bem ligado nas coisas que acontecem ao nosso redor, principalmente nas emboscadas que as lojas oferecem. E tempos de Black Friday (não pensem vocês que é só de eletrônico que esta sexta-feira nada santa, vive), as lojas de roupas, principalmente as lojas de departamento, metralham a gente com tanta coisa “barata” e “atrativa” que ó, passa longe!

Por isso a gente pensou nas 5 coisas que nos ajudaram e muito a ter esse estilo de vida mais consciente. Visto que somos idosas de mente (e por vezes de corpo também), faz MUITO tempo que vivenciamos isso, mas a coisa mudou bastante quando fomos estudar e morar fora do país.

1- O consumo consciente é uma questão de hábito!

 

São as pequenas coisinhas no nosso dia-a-dia que fazem a diferença, como por exemplo: comprar todas as comidinhas que puder na feira. Coisa bem boa é uma feira, sério. É o lugar mais criativo e colorido que existe. Você tem muita opção e pode escolher as coisas bem fresquinhas, fora que ajuda muito aos produtores locais com isso. A gente sabe que em tempos de dinheiro contadinho, qualquer centavo poupado faz diferença. Na feira, você pode pechinchar, levar o seu carrinho/bolsa/mochila e poupar muito com sacolinhas (aqui elas sempre são cobradas), fora as coisinhas gostosas que você pode experimentar antes de comprar. É feira de orgânicos, feira de usados, feira de antiguidades, de roupa, de tudo o que quiser para unir o útil ao agradável.

2- Consumir mais em brechó

 

“Ai, lá vem elas falando de coisa usada!” HAHAHAHA, mas vocês hein, dá para abrir um espaço nesse coração e ouvir a palavra das irmãs aqui? Poxa, amamos vocês!

Bom, depois dessa chantagem emocional, a gente já pode começar a falar. Brechó é vida, amor, cheiro de velho (porque sim!), mas acima de tudo: brechó é a menina dos olhos de quem ama gastar pouco! No Brasil, a gente tem uma cultura um pouco diferente da europeia, por exemplo. A gente sabe que a realidade tá mudando bastante agora (louvado seja) mas por muito tempo não foi assim. Talvez porque realmente alguns lugares só reúnem as roupinhas e não tem essa coisa da estética, da boa apresentação em uma vitrine, ou sei lá, mas se você dizia que comprava em brechó era chamado de louco ou via muitos narizes tortos. Aqui na Europa, como um todo, a cultura do reutilizar é bem grande, você encontra com facilidade muitos brechós (lojas de segunda mão em Portugal) de diferentes preços e estilos. E sabe o que é mais legal? Você reutiliza uma roupinha que já existe há um tempo, que está ali parada, esperando para ter um novo uso. Assim você faz uma escolha consciente!

3- Será que o IKEA é a melhor opção?

 

A gente precisa ser realista, não é fácil mesmo chegar em um lugar diferente e ter que recomeçar, inclusive com os móveis. Ok, sabemos que o IKEA, queridinho de todos, é aquele lugar que te oferece peças baratas, mas será que é só isso mesmo que importa? Por trás do “barato” desse tipo de loja, tem muito mais coisa escondida e você não está reaproveitando algo que existe. A gente não está dizendo: Parem de comprar lá! Claro que não, até porque estaríamos sendo hipócritas (porque consumimos algumas coisas de lá sim), mas também compramos muito e MUITO mesmo em lojas de móveis usados. Tanto em Portugal como em Amsterdam, fizemos e seguimos fazendo isso, nessas lojas tem tudo o que é estilo de móveis, inclusive, os do IKEA. Se você gosta da estética desses móveis, tudo bem, mas tenta dar uma garimpada na loja perto da sua casa, ou mesmo naquela loja de igreja, sabe? É muito fácil encontrar peças únicas e você ainda pode customizar e dar a sua carinha. Se a gente contar para você o que poupamos ao mobiliar nossas casas com móveis usados, olha, faz muito diferença! Nada que uma boa limpeza, um bom sol e um bom toque de carinho não deixem a sua peça “novinha em folha”. Com tudo isso, você vai estar dando uma super força para os responsáveis pela loja, que na maioria das vezes, usam o dinheiro para ajudar pessoas que precisam.

4- O old é mais que cool

 

Já mencionamos lá em cima que a sociedade em que vivemos é enlouquecida em nos apresentar “coisas novas”. Nessa onda aí, a gente acaba por vezes, entrando no embalo sem perceber. Por que precisamos ter sempre os melhores aparelhos eletrônicos ou os mais modernos? Não precisamos, escolhemos isso. A gente pode acompanhar as novidades e se sentir atraído em comprar algo novo, não tem problema, mas também temos e devemos valorizar o que já existe. A gente pode facilmente aqui listar o tanto de coisas que resgatamos em nossas vidas mas a principal é: a máquina fotográfica. Aliás, se você tem interesse por esse mundo analógico, da uma olhada no post que fizemos sobre as atuais máquinas de outros tempos.

Somos consumidoras de fotografia analógica desde que entendemos o que é fotografia. Temos nossas máquinas digitais, sim! Mas sabe  o que mais usamos ultimamente? A analógica. E não é para parecer descoladas ou na modinha, não! A gente nem tem essa vibe, mas é pelo contexto e que elas entraram em nossas vidas. As máquinas analógicas são um grato presente que temos porque a gente acaba se dando mais tempo para observar e, temos que ter paciência e tempo pra absorver o contexto que queremos fotografar. Elas estão ali, cheias de histórias, ao nosso alcance, muito mais baratas que as digitais e com um resultado muito bonito. Mesmo que você questione a questão da impressão, a resposta já vai estar pronta: você imprime se quiser, se não quiser, tem os arquivos digitais e pronto, como na câmera digital. Não precisamos de algo novo, precisamos do que temos!

5- Poupa um pouco a sua beleza!

 

Sei lá, o mundo tá tão complexo e artificial hoje em dia que o caminho inverso, o de ser mais natural, está voltando a ganhar espaço. A gente não é contra cosméticos, por exemplo. Novamente aqui a gente reforça, usamos batom, blush e “essaporra” toda aí! HAHAHAH, mas reconhecemos que parar e analisar certos aspectos, nos faz pertencer a este mundo do consumo consciente. Sabe o que podemos citar aqui, principalmente para as meninas (desculpem boys leitores, prometemos que vamos dar o foco pra vocês em breve!)? Coletores menstruais, absorventes modernos, calcinhas absorventes e por ai vai! Tem também a opção de depilação a lazer que em termos de custo benefício, te salva! Vocês já pararam pra pensar em quanto, mas sério, quanto vocês vão economizar ao fazerem esse tipo de escolha? É mesmo surreal! Fora que a gente poupa muito quando viaja e olha que pra uma boa mochileira, isso faz MUITA diferença. Tudo bem se você não se sente confortável em usar nenhuma dessas opções, a gente também entende (mesmo!), mas isso não te impede de pesquisar aquele produto que tem menos impacto. Lembra que falamos sobre isso lá em cima? Sobre as pequenas atitudes do dia-a-dia? Elas estão nesse tipo de escolha também.

A gente acha que essas “5 coisas” que listamos e aplicamos na nossa vida, fizeram e fazem muito diferença pra sermos quem somos. Se nos ajudou, por quê não vai ajudar outras pessoas, né nom?! Esperamos que tenham gostado e depois dessa, encarem esse Black Friday aí e outras situações da vida, com uma visão diferente.

 

Quer que a gente faça algum post mais específico sobre algum desses assuntos? Comenta aqui embaixo e compartilha a sua experiência com a gente!

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